ÁREA CLIENTES Login .: Senha .:
 
 
 
 
Home >  Notícias
Site Wikileaks publica relatórios secretos sobre guerra no Afeganistão

Os documentos relatam incidentes ocorridos durante a guerra e revelam mortes de civis e grupos especiais para assassinatos de militantes talebãs.

O site Wikileaks.org publicou, no último domingo (26/7), o controverso "Afghan War Diary" (AWD) – Diário da Guerra no Afeganistão – uma coleção de 91 mil relatórios detalhando incidentes inquietantes e nunca divulgados envolvendo os Estados Unidos e outras forças da OTAN, no Afeganistão.

O núcleo do AWD é composto de relatos de soldados e oficiais da inteligência, descrevendo eventos e análises da guerra, da situação política e notas das reuniões entre os oficiais.

De acordo com o jornal The Guardian, um dos três jornais a oferecer acesso completo aos arquivos, os incidentes incluem soldados franceses da OTAN metralhando um ônibus escolar cheio de crianças, um incidente em uma aldeia envolvendo tropas polonesas, e tiros de soldados britânicos no filho de um general afegão.

No total, 144 incidentes são detalhados, entre eles, um evento no qual as tropas da OTAN disparam sobre civis afegãos, causando um número ainda desconhecido de mortos e feridos. O grande número de mortes causadas pelas bombas do Talibã também estão relacionados.

Quase tão perturbador como os incidentes descritos no documento é o fato de que muitos nunca foram revelados antes, o que destaca que muitos aspectos sobre a guerra no Afeganistão continuam parcialmente escondidos das populações ocidentais.

Outros relatos serão desconfortáveis para alguns líderes políticos do Ocidente, incluindo uma unidade de operações especiais que tem funcionado para caçar e matar ou capturar os principais líderes do Talibã, e o fato de que oficiais da inteligência dos Estados Unidos acreditam que a organização é amplamente apoiada pelo Paquistão e, possivelmente, pelo Irã.

No documento, a ideia de que os talibãs recebem ajuda externa é quase tida como certa entre aqueles que participam da guerra. O que a liberação destes arquivos tem feito é sublinhado, em termos concretos, o pensamento e as suspeitas de oficiais norte-americanos e outros.

"Wikileaks não fez nenhum esforço para entrar em contato conosco sobre estes documentos – o governo dos Estados Unidos descobriu pelas organizações de notícias que eles seriam postados", teria dito o Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, James Jones, em um e-mail aos repórteres.

No entanto, a questão ainda sem resposta é como o Wikileaks descobriu este tipo de documento. Muitos acreditam que o vazamento está ligado com a prisão de Bradley Manning, um oficial da inteligência dos Estados Unidos, acusado de enviar ao site o agora famoso vídeo ‘Collateral Murder”, no início deste ano. O vídeo exibe um helicóptero dos Estados Unidos disparando e matando civis iraquianos e um fotógrafo da agência Reuters. Por enquanto, a participação dele no lançamento destes arquivos ainda não foi confirmada.

O Wikileaks.org publicou os relatórios, que datam entre 2004 e finais de 2009 ou início de 2010, em seu site, mas enviou o conteúdo completo para jornais selecionados, incluindo The New York Times, o jornal alemão Der Spiegel, e The Guardian.
 
 
 
Usuário

Senha
 
ACOMPANHE-NOS:
  Wordpress Twitter
  Blog Spot Face Book
  Orkut
  Youtube
Copyright © 2010-2011 - Alfa Networks Ltda.
Fone: (19) 3451.5909 / 3701.1240